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Dizer Sim enfrentando os desafios de nosso tempo

Usando como título para nossa conversa esse trecho da oração do Ano Vocacional Redentorista (2013-2014), convido-os a refletirmos sobre os principais desafios que hoje enfrentamos para dizer, e viver, um Sim generoso a Deus. Não falamos, aqui em nossa realidade, de perseguições sistematizadas como, por exemplo, no inicio do Cristianismo, o desafio que enfrentamos hoje é a banalização do Sagrado, o individualismo e principalmente, a ridicularização do Sacerdócio e das praticas cristãs como um todo.

Tomo como exemplo a reação de meus amigos e familiares, que por sinal são católicos, ao receberem a notícia de minha entrada para o seminário em meados de 2012. Além das piadas, das quais passei a ser alvo, sofria ainda com a incompreensão de todos, que não encontravam sentido no fato de um jovem de 17 anos abandonar faculdade, sonhos e planos de vida para se dedicar completamente a Deus.

Totalmente impregnados do espírito capitalista de nossa sociedade, tiveram como primeira pergunta o valor do salário de um padre. Imagine minha dificuldade em explicar que sacerdócio não é uma profissão, mas, sim uma opção de vida, doada para Deus em favor de seu povo. Pior ainda foi o espanto ao explicar os votos de pobreza, pois infelizmente, a sociedade do lucro não consegue ver sentido em nada que esteja na contramão desses ideais competitivos e individualistas.

Já na caminhada como postulante os desafios não diminuem, pois estamos inseridos na sociedade do agora, do prazer imediato e das coisas prontas, que acaba envolvendo a todos no ideal arcadista do Carpen Dien, e de todas as maneiras nos oferecem opções de vida aparentemente mais atrativas, mais divertidas e ilusoriamente mais felizes.

A secularização que bate à nossa porta e começa a corromper nossos lares não deixa que tantos jovens percebam a beleza e a alegria de servi a Deus na radicalidade do Evangelho. Não deixa que as pessoas se aventurem nessa fornada de construção de um mundo novo, de transformação e renovação de nosso modo de vida.

Precisamos sair do comodismo do dia a dia e perceber que o mundo não existe por mim e para mim; sair do egoísmo que não me deixa olhar para o outro como semelhante meu e principalmente, abandonar o medo que me impede de denunciar as injustiças que sofrem aqueles sem voz na sociedade, e que não têm para sua defesa senão aqueles audaciosos homens e mulheres que decidem sair de si e viver pelo, e para o outro.

Janderson Oliveira

Postulante Redentorista

Julia Pacheco
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